15 de jul. de 2008

"Jogo de Amor em Las Vegas" - Ashton Kutcher, Cameron Diaz

Estava assistindo ao youtube outro dia, quando caí no trailler de uma nova comédia que estava pra lançar este mês nos cinemas... Achei o tema de tamanha contemporaneidade, que não pude deixar de conferir o filme na íntegra. "Jogo de amor em Las Vegas", conta o rápido, porém demorado relacionamento de "uma noite" entre Jack e Joy, (Ashton Kutcher e Cameron Diaz) em Las Vegas, após o porre do milênio...



Ela é dispensada pelo noivo; ele é demitido pelo próprio pai. Ambos decidem chorar as mágoas em na capital da jogatina norte americana. Após uma noite de muita diversão, acordam e descobrem que se casaram, e entre discussões, apostam uma última moeda no caça-níquel... e ganham 3 milhões de dólares. A partir daí, eles têm de aprender a conviver, pois só poderão desfrutar do dinheiro se provarem que formam um casal estável. Outra alternativa será convencer o outro a desistir da relação, tornando-a um inferno...


Com cenas hilárias, atuações simpáticas de ambos, além do charme de Queen Latifah, como a assistênte social e psicóloga do casal, o filme me rendeu boas horas de risadas e muita, muita diversão... Pra quem acha que casamento é coisa do passado, envolva U$$ 3.000.000,00 na parada pra ver como é, e, é claro, assista o filme, que você ainda ganha de quebra um romance moderno à moda antiga... ;)

23 de jun. de 2008

Antagonismo à flor da pele

Enquanto o SPFW pega fogo com toda a beleza e magreza de Gisele Bündchen, gordura e flacidez de Karolina Kurkova, nós estamos aqui, nos primeiros dias de inverno vendo essas e outras desfilando aquilo que será "tendência" daqui quatro meses... E o tempo vai passando e passando e parece que cada dia mais o mundo se mostra antagonista de nossas supostas vidas... E eu, que escrevo sobre cultura e sempre elogiei o ministério da cultura brasileiro, tenho, neste momento, que dizer que engolí todos elogios, já que há 3 meses, pelo menos, estou, ou melhor, estamos esperando aprovação da lei e abertura de conta pra que possamos ensaiar o Rock Show (o novo espetáculo do qual faço parte)... Imaginem vocês, mesmo com nomes de peso - Wolf Maya, Leilah Moreno, Vanessa Jackson, entre outros - há meses, com patrocínio fechado, apoiadores ao lado, cartas ao ministério e nenhuma boa notícia...
É bom saber que quando se trata de dinheiro as coisas funcionam corretamente no país, enquanto, se tenta fazer algo da forma correta, nada é solucionado à tempo... Depois não sabemos porque pessoas passam fome no nordeste... Afinal, o que interessa no Brasil é o Sul mesmo, né?! E na verdade nem pro sul estão ligando tanto ultimamente... O negócio é ir pra Cannes dizer que o Rodrigo Santoro é o melhor ator do mundo, ou esperar os terremotos engolirem a China pra ceder apoios àquela sociedade...
Francamente, uma vez ultrapassado o limite do absurdo, não se consegue mais retomar a dignidade... Aos políticos do nosso amado Brasil, um luto do tamanho do nosso território, antes que amazônia seja tomada e nosso luto seja um pouco "menor"...

31 de mai. de 2008

Ideologias pelo corpo à fora!


Dessa vez, me baseando no que ví nas ultimas semanas com pessoas próximas, ou nem tanto, um texto de minha autoria:
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"Dois Caminhos" - Claudio Junior
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E àqueles que acreditavam que a vida não é justa, em alguma situação passaram a acreditar que os momentos não valem tanto para serem julgados. Desejos, afetos, dores e sofrimentos, fazem parte de um ciclo que só gira a favor da sorte, e cabe a quem a têm, a escolha de aceitá-la ou desviá-la de seu caminho.
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O que é realmente importante na vida é aproveitar cada amanhecer como se fosse o último, de forma que não se importe quantos problemas você carrega consigo e nem quantas noites passará em claro revisando suas expectativas para o dia seguinte, porque, na verdade, nada é definitivo, mas tudo pode mudar o curso da vida, basta saber aproveitar a oportunidade e acreditar na intuição, porque esta sim, nunca falha!
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Algumas pessoas se arrependem de terem desistido, outras se arrependem por não terem alcançado, mas quem realmente sofre é aquele que nunca tentou. Não tentou desafiar a sorte, não tentou ouvir a intuição, não tentou seguir seu caminho.
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Há apenas duas alternativas de seguir sua vida sabiamente. Ou escuta-se a suave melodia do coração, que bobo, encanta-se com o sorriso, com o gesto e com a simplicidade; ou, então, escancara-se à traiçoeira, porém sabia razão. É de onde tiramos toda a base da vida moderna, do descaso, do acaso, dos desvios e, principalmente dos relacionamentos fracassados. Contudo, o que nos resta na razão é apenas a parte menos dolorosa da dura e fria, porém saudosa, vida.
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O problema é dividir os tais caminhos. Vendo de fora, ou, na prévia, é fácil definir metas e lidar com o incômodo, mas na pele, quem responde pelos atos são instintos que não sabemos nem de onde vêm muito menos pra onde vão... É por isso, que ora ou outrora, descobrimos que quase nada na vida é definitivo. Quando estamos, sabemos que ver não nos qualifica julgar, e, quando não estamos, não devemos nos permitir dizer que somos superiores ou enfrentamos qualquer situação com destreza e disposição.
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O ser humano sempre erra, mas sempre consegue encontrar uma forma de sair de suas confusas instabilidades. E àqueles que ainda acreditam que a vida não é justa, saberão ao longo do tempo que aflições, devaneios e marés de má-sorte existem até para aqueles que ganham na loteria. Essa é a maior doença do mundo moderno. Não enxergar a realidade e queixar-se de sua atual situação!
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Portanto olhe para trás e veja sua evolução, descubra quantas vezes sonhou estar aonde está e agora não dá o determinado valor, não dispõe de seu bom senso para agradecer o que lhe foi sorteado... A sorte é sua, cabe a ti aceitá-la ou desviá-la de seu caminho.
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19 de mai. de 2008

Design

Artistas plásticos são como modeladores da imaginação, fazem da emoção a transpiração de suas ansias... Criam à base de linhas que, a cada momento, têm intenção e conotação de pura criatividade. O verdadeiro artista plástico não é aquele que repassa o que sente para a sua obra, mas o que deixa com que cada receptor tire sua própria conclusão de cada peça, cada devaneio, cada trabalho...

Vendo esses dias o portifólio de um grande artista, resolvi dividir essa boa sensação com vocês...

Leandro Guima - Designer (http://leandroguima.carbonmade.com/)
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"... O meu trabalho com design é um convite à loucura, o alijamento da razão, escapando dos estorvos da convenção para entregar-se a um mundo flutuante e anárquico, da alma e da fantasia" Leandro Guima - extraído de "Lobo da Estepe"
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18 de mai. de 2008


'De quem é a Amazônia, afinal?', diz 'NY Times'
Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.

No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".

O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".

"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos."

O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.

"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.
O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".

"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las."

"É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."


Peço desculpas aos leitores que buscam entretenimento, mas Patriotismo e bom senso são duas coisas que eu prezo sempre... Se cada um fizer a sua parte....

Obrigado!

15 de mai. de 2008

Dica Cultural: Teatro Alfa 10 Anos

Teatro Alfa comemora dez anos com espetáculos consagrados


O Teatro Alfa convidou seis companhias de dança, sendo elas três francesas e outras três nacionais, para comemorar a sua festa de dez anos de atividade no cenário cultural de São Paulo. Para a temporada de 2008, que começa a partir do dia 31 de julho, reuniu grupos que fazem parte da história recente do ballet moderno e alguns dos mais experientes coreógrafos brasileiros.
Déborah Colker faz parte do roteiro!


Bailarinos durante o espetáculo Cruel (foto: Divulgação)


Confira todos os espetáculos da temporada de 2008:

CIE. DCA

(Decouflé & Complices Associes ou Danse Campagnie D'Art) Direção artística: Philippe Decouflé Espetáculo: Sombrero (2006) Quando: 31 de julho a 3 de agosto

Grupo Corpo

Direção artística: Paulo Pederneiras Espetáculo: Breu (2007) e 21 (1992) Quando: 13 a 17 de agosto e 20 a 24 de agosto

Cia de Dança Deborah Colker

Direção artística: Deborah Colker Espetáculo: Cruel (2008) Quando: 12 a 14 de setembro e 17 e 21 de setembro

Ballet de L'Opera de Lyon

Direção artística: Yorgos Loukos Espetáculo: Symphonie de Psaumes (1978), Secunda Decaiu (1991) e Baila Figura (2005) Quando: 23 a 26 de outubro

São Paulo Cia. de Dança

Direção artística: Iracity Cardoso Espetáculo: não definido Quando: 6 a 9 de novembro

La Maison

ireção artística: Nasser Martin-GoussetEspetáculo: Péplum (2006) Quando: 21 a 23 de novembro


Para mais informações acesse o site: http://www.teatroalfa.com.br/

14 de mai. de 2008

A TV que nos acompanha à anos, é, indiscutivelmente, o nosso mais famoso e valioso formato de divulgação de informação e propagação de ideologias... Não é a toa que em 1960, as famílias que já estavam acostumadas a acompanhar às radio-novelas, se reuniam em frente à TV em uma verdadeira confraternização diária...

Com o passar dos anos, novas tecnologias descobertas, diferentes espécies de famílias surgindo em todo mundo e tantas outras sendo destruídas pela própria tecnologia, até o surgimento da Internet, cravando um marco à era "individualista", onde, o homem, passa horas praticamente mudo e sem piscar diante de uma máquina fria, sem emoção, mas que lhe dá o direito de, anônimamente, fazer parte de todo o mundo...

Por isso que nós, brasileiros, curiosos que somos, passamos horas a fio em frente ao computador em sites de relacionamento, mensagens instantâneas e, principalmente, trabalhando e ralando duro frente ao PC.

Concretizou-se a era mais individualista da história, porém mais mais humanitária... Aqui, nenhuma censura controla o que se vê, entretanto, continuamos a abandonar cada vez mais habilidades que antes eram feitas manualmente, ou com o auxílio de outras pessoas - o que diminui carga horária de trabalho, corte essencial para empresas, que reduzem seus custos...

Nessa loucura toda do mundo "individualista" da Internet, já temos até a famosa TV - que não é por assinatura - disponível no mercado. Além de não ter censura, mostra tudo o que jamais veríamos na tevê aberta, muito menos em uma TV à cabo. Trata-se do Youtube, que só nega vídeos com algum tipo de erotismo ou pornografia.

O YOUTUBE, vendido por U$ 2.000.000.000 ao Google por seus idealizadores, é hoje, uma das maiores frustrações da empresa, que nem sabe como ganhar dinheiro com o site. Enquanto isso, mais de 90 mil filmes são carregados por dia na página, gerando um acesso diário de 5 milhões, em média.

E nós apenas agradecemos por ter controle de uma ferramenta que não se paga, mas se propaga, que não se censura, mas "descensura", e é "simplérrima" de ser manuseada. Ao mesmo tempo, avançamos ainda mais na nossa "desevolução" da espécie, que na antiguidade passou por um longo período andando só, agindo só, vivendo e morrendo sem conhecer seus precedentes...

Esse é o reflexo do mundo globalizado, e desenfreadamente coordenado por políticos, que nem preciso comentar, não é?!

De qualquer forma, saibamos usar desses artifícios pra o nosso bem!
Eu particularmente tenho mais visto YOUTUBE do que a TV convencional, porquê, afinal, assistir a prisão dos Nardoni, todos os dias não dá mais... Deus me livre!

Pra vocês a maior crítica postada no Youtube... e Salve PINK!

http://www.youtube.com/watch?v=KS6iaW4_qXQ
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8 de mai. de 2008

FURO DE REPORTAGEM!

MADONNA VEM AO BRASIL!

Segundo o site da própria cantora, as negociações para a apresentação de Madonna no Brasil deram certo, e ela estará aqui em sua turnê "Hard Candy".
A notícia foi ao ar hoje, e ainda não foram divulgadas as cidades onde Madonna se apresentará...

Informações dizem que o Grupo Pão de Açucar teria pago milhões para trazê-la, mas essa informação ainda não foi oficializada.

Torcemos para que seja mais de uma apresentação no Pais, em mais de uma capital!

Acompanhem um trecho da nota divulgada :

"Confirmed today by Guy Oseary, Madonna's manager and Arthur Fogel, Live Nation's CEO Global Touring and Chairman Global Music, who is producing the tour, "STICKY & SWEET" will play arenas and stadiums throughout Europe and North America including a number of cities where Madonna has not performed in the past fifteen years."

"Records debuted at number one in 27 countries around the world thus far, including the USA, JAPAN, FRANCE, UK, GERMANY, CANADA, ITALY, AUSTRALIA, THE NETHERLANDS, SOUTH AFRICA, SWEDEN, DENMARK, IRELAND, FINLAND, AUSTRIA, CHILE, SPAIN, MEXICO, HONG KONG, SINGAPORE, SLOVENIA, PORTUGAL, BELGIUM, BRAZIL, SWITZERLAND, ISRAEL"

ComProsa é assim: FURO DE REPORTAGEM!

4 de mai. de 2008

Crítica: West Side Story

De um lado a luta, do outro a dança; de um ângulo o preconceito, do outro a injustiça; do romance, Romeu, da morte, Julieta...
De uma música, o sonho, de outra, a rebeldia; do mundo o palco, da Broadway: West Side Story.

Não é a-toa que West Side é um marco nos musicais mundiais, não pela rica história de amor entre Tony e Maria, mas pela forma inteligente que se destaca o roteiro, dentro de coreografias e músicas criadas com extremo rigor para a (des)construção da beleza do dançante Jazz...

Um roteiro que contém uma história como a de Romeu e Julieta, seria só mais um roteiro de amor entre duas pessoas de diferentes realidades sociais, se não tivesse algum atrativo fundamental...

Baseado na obra de Shakespeare, West Side Story, utiliza os artifícios da música para estampar o preconceito e a desigualdade social, alternando o bom e sujo discurso entre duas gangues às coreografias ricas de tônus, agressividade, requinte e muita ação...

Dá até para imaginar, quando falamos de gangues dançantes, em competições da dança ou coisa do tipo... Mas não é bem isso... As ações criadas nas cenas formam uma harmoniosa correria no palco, onde não se consegue entender quantos anos foram usados em treinamentos para que tanta bagunça desse certo. Se falássemos de duas gangues que competem si, dançando para marcar território seria fácil de desenhar, mas não se estreite a pensar assim, já que musicais - apesar de musicais - ainda contam com algum roteiro. E o desse, felizmente, é muito bem amarrado...

De um lados os Jets, grupo de jovens americanos comandado por Riff e Tony, e, do outro, os Sharks, grupo dos porto-riquenhos que procuram boa vida nos Estados Unidos. De certa forma, ambos estão à procura de encrenca, ainda mais se tratando de jovens de classe média, que, neste caso não dão muito valor aos princípios morais da década de 60.
À frente do seu tempo, o enredo traz uma construção nada linear, apresentando em flashs a vida de Maria (e os porto-riquenhos), e de Tony (e sua trupe), que se apaixonam ao primeiro olhar. Porém Tony é um dos principais inimigos de Bernardo, irmão de Maria, chefe da gangue dos Sharks. Tony tenta largar os maus costumes para viver em harmonia com a amada, mas comete atos em vão...
Tais atos, somados à linda trilha - que desenha cenas e ações, com baladas românticas e “calientes” salsas - fazem com que em poucos momentos lembremos do épico no qual foi baseado, dando maior atenção ao incidente que marca o espetáculo e o divide em dois.

De um lado, o problema, do outro, as formas de solucioná-lo...

De fato, trazer para o Brasil West Side, foi uma atitude grandiosa de Jorge Takla, ainda mais em uma produção de mais de R$ 5 milhões. Dessa grana toda, surgiram 12 cenários, 300 figurinos, 42 atores, 24 músicos e outros tantos profissionais envolvidos.
Os protagonistas – que maravilha – são atores de teatro e cantores, que nunca tiveram grandes papeis em novelas de horário nobre, e que Graças a Deus, foram selecionados com todo o mérito.

Como podem ver, além de babar pelo espetáculo como crítico, também babei como público e ator... O musical é um daqueles que se sente vontade de estar no palco, brincando junto... Parabéns Takla, Parabéns produção de West Side Story, Parabéns ao querido Gabriel Malo, que me surpreendeu no palco!

Longa vida ao espetáculo!

EU INDICO!

29 de abr. de 2008

Entrevista: Marcos Prado


Em dezembro, quando eu ainda estava no Officecomm, minha chefe Camila, entrevistou Marcos Prado, diretor de Tropa de Elite para o Site da VOGUE RG. A pauta foi minha e algumas dessas perguntas que estão abaixo também... A Entrevista ficou incrível e conta não só sobre "Tropa de Elite", como os novos e antigos projetos deste grande diretor, leiam:
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Você assina a produção e direção de filmes polêmicos, como "Tropa de Elite" e "Estamira" - que conta a história do lixão carioca - e, inclusive, já ficou conhecido como o "Robin Wood" brasileiro por retratar o lado mais fraco da sociedade. Você recebe muitos prêmios ou convites de ONGS para trabalhos? A sua participação em filmes polêmicos se dá à paixão, afinidade ou coincidência?
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Marcos Prado - Realizei como diretor o documentário"Estamira" e fui produtor do "Tropa de Elite". Dirigi também outros três documentários em parceria com José Padilha: "Os Madeireiros", "Os Pantaneiros" e "Jaguar". Acho o título de "Robin Wood" do cinema brasileiro um tanto quanto caricato. Faço meus filmes por idealismo e convicção, não por oportunismo. Existem realidades paralelas a serem reveladas. Não acredito que meus filmes possam mudar o mundo, mas servir como fonte de inspiração e estudo. "Estamira", por exemplo, foi visto em todos CAPS do Brasil e analisado em diversas universidades, inclusive a Puc-Rio.
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É impossível falar em "Tropa de Elite" e não lembrar que o filme foi visto por milhões de brasileiros antes de seu lançamento oficial. Apesar de não ser correta, a pirataria, neste caso, fez "o nome" do filme em todo o pais. Qual a reação da produção? Como você encara a pirataria?
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MP - Ficamos muito frustrados. "Tropa de Elite" foi visto por 11.5 milhões de piratas antes do lançamento, segundo pesquisa encomendada ao IBOPE. Apesar de termos tido mídia espontânea diariamente por dois meses consecutivos, perdemos dinheiro na bilheteria. O público de cinema ficou muito aquém das nossas expectativas. O filme foi visto em todo Brasil em uma versão preliminar, sem finalização técnica. Felizmente, os culpados foram detidos e indiciados pela policia civil. A pirataria é um problema mundial que deve ser combatido. A pirataria é um problema estrutural da indústria cinematográfica brasileira que envolve a sonegação de impostos, a concorrência desleal e a economia informal. A produção de filmes depende de sócios, patrocinadores, co-produtores, distribuidores, exibidores, etc, que se comprometem com a indústria e investem capital. A pirataria compromete a continuidade do cinema nacional.
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O Brasil está evoluindo no mercado cinematográfico internacional, porém, até hoje, nossos filmes e diretores não foram contemplados com nenhum Oscar. O que falta para que os filmes brasileiros sejam reconhecidos no mercado internacional?
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MP - Acho que o cinema nacional da retomada ainda está em fase de amadurecimento. Temos diretores talentosos, técnicos exemplares, atores excepcionais, infra-estrutura de produção e pós produção. Mas temos poucos bons roteiristas. Se não investirmos na formação de novos roteiristas ficaremos à margem do mercado internacional. O "Oscar", que é a celebração maior do cinema americano, virou um espécie de Everest tupiniquim a ser conquistado. Não vejo tanta importância neste prêmio, além da oportunidade comercial.
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Você já trabalhou como fotógrafo, produtor de cinema, diretor de programas de televisão, entre outras coisas. Hoje, você se considera um fotógrafo cineasta ou um cineasta fotógrafo? De que forma suas carreiras se cruzam e como uma auxilia na outra?
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MP - Sempre quis contar histórias. Quando desenvolvia ensaios fotográficos documentais não os fazia por encomenda. Realizei alguns ensaios fotográficos, como "Os Carvoeiros", "Free Tibet" e "Jardim Gramacho", por vontade própria. "Os Carvoeiros" e "Jardim Gramacho" viraram livros. Acredito que tudo que você acumula ao longo dos anos serve para auxiliar na forma e no conteúdo narrativo da história que você quer contar.
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O que o nome Dna. Estamira significa na sua vida?
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MP - Meu encontro com Dona Estamira foi raro e precioso. Aprendi muito com ela ao longo dos quatro anos de filmagens no Lixão. Temos hoje uma relação pessoal de cuidado e respeito. Além da ajuda financeira que damos a ela todo mês, nos falamos semanalmente como se fôssemos da mesma família.
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Marcos, para fazer o Capitão Nascimento de tropa de elite, o Wagner Moura já era o nome certo ou aconteceram testes?
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MP - O Padilha convidou o Wagner por convicção meses antes dos testes. Ele era o único nome certo.
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Na América, o produtor do filme é quem comanda toda a "máquina", o filme está nas mãos dele, diretor, elenco, e tudo mais, são escolhas do produtor, certo?
No Brasil a história é um pouquinho diferente. Você é o produtor de "Tropa de Elite" em conjunto com o Zé Padilha? Como foi esse trabalho?
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MP - Eu e Padilha somos sócios há dez anos. Fundamos a Zazen Produções e sobrevivemos sem jamais termos feito filme de publicidade. Felizmente entramos com o pé direito com o "Tropa de Elite", nosso primeiro filme de ficção. Temos uma regra na Zazen: enquanto um se dedica à criação, o outro segura os pepinos de produção.
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Está envolvido em algum projeto novo? Quais os planos para 2008? Ouvi falar de "drogas sintéticas"... Me conta um pouco.
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MP - "Paraísos Artificiais" será meu primeiro filme de ficção e pretendo rodá-lo no final de 2008. Estou no momento desenvolvendo o primeiro tratamento do roteiro. O foco do filme é no comportamento da juventude, seu idealismo e por que alguns se envolvem com o tráfico de drogas sintéticas. Quero mostrar os caminhos trilhados por eles na busca de um lugar no mundo. O pano de fundo são as festas raves, a música eletrônica, as drogas sintéticas... Estamos também negociando a mini-série do "Tropa de Elite".
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Você gosta de filmes hollywoodianos? E os filmes europeus, qual a sua idéia sobre eles?
MP - Não gosto dos épicos nem dos "blockbusters" americanos. Prefiro o cinema europeu. Menos alegorias e mais conteúdo. Acho o cinema inglês um dos melhores de mundo.
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Ping-pong:
Filme da sua vida: Blade Runner
Diretor: Tarkowisky
Ator: Marlon Brando
Atriz: Natasha Kinski
Uma revelação (como ator): André Ramiro (Tropa de Elite)
Um fotógrafo: Josef Kouldelka
Uma cena: Ventania no lixão de Gramacho (Estamira)
Trilha sonora: Missouri Sky (Charlie Haden & Pat Metheny)
Livro de cabeceira: Old Path White Clouds (Thich Nhat Hanh)

25 de abr. de 2008

Virada Cultural de São Paulo

A Virada Cultural chega à sua quarta edição na cidade de São Paulo, com 24 horas ininterruptas de atrações...

A idéia original da virada, veio das grandes festas européias como a "Nuit Blanche" parisiense, um grande ponto de encontro artístico que agita anualmente a capital francesa, com atrações que seguem madrugada adentro. Em São Paulo, a Virada adquire características próprias e ganha uma dimensão maior a cada ano, mobilizando e emocionando quem a observa do centro da cidade. Para esta edição, a expectativa de público é de mais de 3 milhões de pessoas, com arrecadação próxima a R$ 90 milhões para a cidade.

Esta talvez seja uma das melhores atitudes tomadas pela prefeitura de São Paulo para atingir a massa, já que vivemos em uma terra cinza, sem praia, que aos finais de semana tem apenas 1/3 da sua população convencional, agitando o fim de semana paulistano, pelo menos, uma vez ao ano!

Tendo uma visão mais filosófica do evento, desde que participei a primeira vez da virada cultural - há 2 anos atrás - senti que manifestações desse tipo faltavam em SP, pra unir as pessoas de modo pacional, objetivando a diversão, deixando de lado o palanquismo e a destruição da cidade.

Percebi isso quando andava no metrô na primeira vez q fui à virada, e ví uma cena absolutamente diferente ao que estamos acostumados... O metrô estava lotado, mas não existia empurra-empurra... Milhares de pessoas rodavam o centro com folhetos da programação nas mãos, sorridentes, conversando com todos, discutindo sobre qualidade dos shows e até da estrutura montada para a população naquele dia...

Sem dúvida, isso me deixou feliz e acreditando que, pelo menos neste ano, a virada tenha surtido o verdadeiro efeito: deixar os problemas e diferenças de lado para e usufruir daquilo que pagamos com impostos e confraternizar o final de semana premiado da cidade...

Infelizmente, no ano passado, um show - que não devia estar alí, já que não prega o pacifismo - acabou estragando a festa, com confusão e correira, mas que, adequadamente foi banido este ano para que não haja novas confusões...
A socidedade fica muito contente em saber que houve a preocupação com a organização adequada do roteiro de atrações, visando uma festa de paz, respeitando a viés da virada...
NESSE tipo de ação, tiro meu chapéu para a prefeitura de SP que a cada ano faz melhorias para atingir o maior numero de pessoas com o evento!

Mais informações e o roteiro completo de atrações em http://www.viradacultural.org/

Paz e nos vemos lá! ;)



23 de abr. de 2008

Hard Candy

Quando se trata de Madonna algo novo é sempre de se esperar. Todas tentam, mas fazer o que ela faz a cada roupagem de novas músicas é realmente tato para alguém de talento e poder de decisão! Afinal, são poucas as loucas que batem de frente com a gravadora, para mudar o repertório a cada CD!

Se bem, que bater de frente pra ela é só uma posição de status, já que na verdade tudo o que Madonna faz vende como água, e apesar disso, Graças ao santo dos ouvidos, o conteúdo é, em sua maioria, excelente...

Esse novo CD traduz bem isso... Boa música, mistura de estilos, convidados mais do que especiais em ousadas e criativas versões...

No primeiro Single - já estourado em todo o mundo - ela dá um show de bom senso ao lado de Justin Timberlake, bancando uma de herois, afim de salvar o mundo em 4 minutos ... O que mais chama atenção na faixa são as batidas fortes e diferentes, que identificam a música nos primeiros acordes, daquelas que ficam na cabeça e não tem como confundir com outra... (espertinha, não?!) Timbaland também dá aquela canja no album, provando que é (um dos) melhores produtores musicais da américa - que por onde passa deixa uma estrada de ouro! (...)
Outas faixas lembram Madonna "like a Virgin", mais retrô, com o sininho ao longo da música, transpostos ao POP e R&B, num estilo "New Vogue" de ser... (rs)

O bom é saber que mesmo com tanto nome, tanta marca e tanto sucesso, ela não se mostra uma pessoa surtada como as demais premiadas que aperecem por ai... [Sorry, Amy!]
A cada trabalho, Madonna prova que as aulas de canto estão surtindo efeito e que cara de pau, somados à ousadia e presença de palco, valem muito mais do que qualquer afinação nata!!

22 de abr. de 2008

Mídia: A janela da alma...

As atrocidades humanas estão chegando à um nível superior ao que possamos suportar...
Detesto ser repetitivo, mas diante de um fato desses deixo claro minha indignação perante aos meios de comunicação que ultimamente só visam lucro e criam uma espécie de “super-show” com todos os fatos existentes...

Vivemos em constantes reality shows da vida moderna, onde tragédias da vida real se tornam assuntos para longas horas de programas repetitivos que só pensam em ibope... Pois é, diante do lamentável fato da menina Isabella, a mídia, expansivamente assustadora, já a chama de "nossa" Isabella... Tenho toda a condolência do mundo para com essa garota, mas definitivamente não acho necessário expor a vida de todos à esse ponto... Temos sim um bandido cruel que deve pagar pelo seu escrupuloso ato, mas não acredito que comercializar tal fato seja realmente a melhor saída pra que se encontre o que já está devidamente sendo procurado pela justiça...

Concordamos, na maioria, que a justiça brasileira não é a melhor do mundo, mas está absolutamente hábil para solucionar este caso, assim como solucionou casos tão fervorosos quanto de Suzane Luoise Von Richthofen, a garota que matou os pais; e de Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, por exemplo... Percebam que em ambos os fatos, um show foi criado em volta de toda a série de assassinatos, através da mídia. Mas ao Sul da Paraíba, outras grandes atrocidades acontecem e as equipes de reportagem não se dão nem o trabalho de ir registrar... Lógico, isso não é novidade pra ninguém, não atrai anunciantes, obviamente não será reportado... Guerras Civís em busca de água por nordestinos; a Amazônia sendo devastada por corruptos que são capazes de dizer que uma nova explosão atômica está prestes a acontecer, acabando com a raça humana, para aliviar a culpa por estar destruindo nossa essência e, assim, deitar a cabeça no travesseiro tranquilamente...

Francamente, onde irá parar a comunicação deste País?
É uma equação simples de se entender, e aos poucos a sociedade (que não é burra), enxerga:
Escândalo = Fonte de Mídia = Ibope = Aumento de anunciantes = LUCRO!


A-há! Então se trata mesmo de uma condição financeira favorecer que as tropas armadas norte americanas criem suas bases em solo amazonense? - solo pertencente aos Estados Unidos da América, como dito nas aulas de geografia do ensino fundamental de lá - HÃN?!

Como comunicólogo que sou, critico a maneira que a mídia expõe fatos como estes e deixem de expor outros fatos mais importantes para a sociedade...
A vida das pessoas não é um filme! Se fosse estaria estampado em um roteiro Hollywoodiano, como acontece com os maiores crimes da sociedade, usufruindo do talento de atores, atrizes e diretores para tal! Mas aqui não é Hollywood, não temos atores e diretores, apenas pessoas que querem seus 16 minutos de fama e, através da mídia, nos induz a comprar essa idéia... (??)...

Deveríamos pensar num futuro breve, quando iremos reclamar de coisas catastroficamente banais, que veremos na televisão (se é que já não reclamamos), para não fazer de nossa fonte de trabalho ou entretenimento, algo completamente chato e sem interesse, pela lógica da repetição desenfreada... Mídia é muito mais que ibope e, sempre, será muito mais do que assinar uma matéria “suicidamente-comercializável”!

Claudio Júnior